É hora de olhar pra frente, sonhar e permitir-se novamente. 

Agora não há mais o que fazer, nem por quês. 

O que faltou? Seria razão? 

Excesso na emoção? 

Emoção de uma seleção que há dois anos estava sem rumo e nenhuma convicção. 

Dias sem fim. Desde de 98 – com exceção a 2002 – é assim. Chorei sem saber. De 2006 até agora, sem querer. Mas por quê?

Me lembro pouco, talvez por conta da idade, a expectativa da nação, um pouco de afobação. Depois, a decepção. O aperto no coração. Assim me lembro das amargas eliminações da Seleção.

Um povo sofrido, aguerrido, que acorda a cada dia antes do amanhecer. Que vai à luta pra sobreviver. Que tem o futebol enraizado em seu ser. Pra se entreter. Pra sonhar. Pra vibrar. Pra extravasar. Extravasar as derrotas em que vivemos na saúde, economia e educação. Diante disso, o 7 a 1 não foi uma aberração. 

Tivemos Superação! É o que vejo no futebol apresentado pela Seleção. O 2 a 1 foi natural. A Bélgica não foi excepcional. Apenas um tinha que vencer, e dessa vez, de novo, tivemos que aprender. Desde que nos entendemos por gente fomos acostumados a vencer. Mal acostumados. E agora, nos restar vencer! Vencer a frustração.

Frustração de saber perder. De saber que perder é também saber viver. Ganhamos perdendo tanto quanto vencendo. Talvez soe prolixo, para alguns incompreensível. O mais importante não é perder ou vencer. É crer! A crença nos leva a vencer. Vencer e se convencer que o que nos resta dessa vida é sempre aprender. 

É claro que Tite e suas convicções tiveram méritos na eliminação. Jogadores celebridades, sem muita intimidade com a própria nacionalidade. A culpa é de quem? Talvez de ninguém. 

Parafraseando minha mãe: o script é sempre igual, só muda o endereço da copa e o campeão no final.

E a nós? Só nos resta torcer, e saber que um novo dia sempre irá renascer.

O sentimento nunca vai mudar, somos penta, cinco estrelas na camisa. Coisa pra se orgulhar! Pois apoio nunca irá faltar. 

Afinal, voltaremos! Logo ali, no Catar. 

⭐⭐⭐⭐⭐🌟

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